Revolução (latim revolutio, -onis) – Reforma, transformação, mudança completa (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2017)

Revolução e criatividade deram origem ao tema da Marketing Marathon 2017 – The New Creative Revolution – e lançaram o debate sobre a mudança de paradigmas nos comportamentos e na sociedade.

A criatividade é a ferramenta que permite destacarmo-nos num mundo cada vez mais competitivo. O consumidor dos dias de hoje é constantemente “bombardeado” com anúncios e com informação proveniente de várias fontes, o que o força a ser mais exigente e mais criterioso na hora de escolher o que consumir.

Ser criativo é agora imprescindível e é na unicidade das criações que reside a chave do sucesso.

Nos passados dias 10, 11 e 12 de Abril não só se discutiu sobre ser único e criativo como também se experienciou casos de sucesso e se ouviram diversos pontos de vista de quem “chegou, viu e venceu”, de quem concebeu uma ideia, persistiu e lutou para que essa mesma ideia fosse partilhada com o mundo.

Ao longo do evento tivemos oportunidade de abordar esta creative revolution de várias perspectivas – no mundo do trabalho, nos conteúdos e nas nossas vidas. Nas apresentações foram abordados conceitos como cultura e arte, passando também pela comunicação digital e o potencial divulgador da Internet. No primeiro dia, com vista a reflectir sobre a revolução criativa nos conteúdos, contámos com nomes como Ricardo Lopes da Cool & Vintage que nos expôs os objectivos do seu projecto e, através do seu próprio caso, demonstrou como a paixão por aquilo que se faz consegue gerar conteúdo de grande qualidade que, consecutivamente, desperta a atenção do público. Konstantin Arnold e o seu olhar peculiar sobre a vida e sobre o trabalho, Susana Coerver e a sua discomfort addiction (a necessidade constante de mudança), Joah Santos e a sua visão sobre a consolidação de uma marca como ícone e Francisco Rebelo de Andrade e a construção do Lisb-On como um festival original na cidade de Lisboa foram outros nomes que encheram este dia.

Já no segundo dia de evento tivemos oportunidade de pensar sobre a apresentação de João Gomes de Almeida (004) que deu destaque ao content marketing, revelando a mudança de estratégia necessária à captação da atenção do cada vez mais exigente consumidor, que já não deposita grande credibilidade nos meios “tradicionais” de publicidade. Citando o próprio João Gomes de Almeida, “a criatividade é a única coisa que realmente importa”. Uma marca criativa é uma marca que gera valor e esse valor traz resultados e potencial à marca.

Ainda neste segundo dia de Marketing Marathon tivemos a presença de projectos criativos como o de Rita Daniel, o Volta, um ginásio de trabalhos manuais, onde quem gosta de “pôr as mãos na massa” pode dar azo à sua imaginação. Pudemos ainda conhecer mais sobre a Solid Dogma, a unidade criativa de Pedro Pires que deposita na arte a semente das suas produções, criando valor cultural no que produz. Ficámos também a entender como surgiu o Village Underground, um conceito inovador concebido por Mariana Duarte Silva, erguido sobre o enorme esforço de iniciar um projecto num país mergulhado em plena crise económica (Portugal, 2009). Contámos ainda, neste dia, com a apresentação da Sea Life Lovers, a empresa de actividades náuticas de Vanessa Lima, que seguiu o seu entusiasmo por Setúbal e pelo mar e decidiu transformar este entusiasmo na hipótese de criar aqui uma oportunidade de trabalho.

No último dia de evento, guiado pela perspectiva de revolução no mundo do trabalho, tivemos como oradores Lucy Crook da Second Home, Clara Tehrani, criativa e copywriter, Pedro Miguel Reis da Microsoft, André Rabanea da Torke CC e Miguel Lambertini, ex-marketeer e comediante.

Pedro Miguel Reis apresentou-nos um ambiente de trabalho moderno, demonstrando como as novas ferramentas da Microsoft conseguem aumentar a produtividade e melhorar a comunicação entre colaboradores numa empresa. Já André Rabanea, com a sua forma de apresentar característica, levou-nos até à origem da Torke CC, a primeira agência de publicidade de guerrilha em Portugal e mostrou-nos algumas campanhas de grande sucesso, conduzidas pela agência.

Lucy Crook e Clara Tehrani revelaram-nos a sua visão sobre o trabalho e sobre o sucesso. Lucy Crook explicou como ser um hustler, alguém determinado e empreendedor e foi de encontro à apresentação de Clara Tehrani, na ideia em que só através dos erros é possível alcançar e descobrir a nossa “missão no mundo”. Não existem atalhos para ser bem-sucedido, é preciso falhar e voltar a tentar para obter resultados .

Para finalizar o último dia e fechar esta edição da Marketing Marathon, estivemos com Miguel Lambertini, um ex-marketeer que decidiu deixar a área que exercia para se dedicar ao que gostava mais de fazer – ser comediante e actor. Miguel Lambertini foi mais um exemplo de força de vontade e persistência no meio de tantos olhares que tivemos ocasião de conhecer neste encontro de profissionais e estudantes de marketing.

O que pudemos retirar desta Marketing Marathon 2017? Mais do que conhecimentos na área de comunicação e marketing, pudemos retirar verdadeiras lições de vida de quem lutou pelas suas ideias e cujo resultado de tal luta se espelha no seu sucesso.

Como efeito deste evento pudemos também ganhar uma maior noção sobre a mudança de padrões na própria sociedade. Os conceitos de revolução e criatividade foram aqui combinados para desconstruirmos este fenómeno que observamos nos dias de hoje e que tentámos entender. A criatividade é, cada vez mais, uma qualidade vital para uma marca que quer produzir valor através do seu conteúdo e, por consequência, gerar melhores resultados.

Obrigado Rodrigo

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