O surf atravessa em Portugal uma fase excepcional. Em termos de oferta de eventos temos desde 2009 o WCT que coloca Portugal na rota da primeira divisão do surf profissional, passando por cá nomes como os campeões do mundo, Kelly Slater, Mick Fanning, Joel Parkinson. Em relação as ondas grandes, como todos sabemos, temos o record do Guiness para a maior onda atingido na Nazaré no ano passado pelo havaiano Garret Macnamara. Na Ericeira foi criada a primeira reserva mundial de Surf na Europa.

Em termos de atletas, temos o Tiago Pires que pelo 6 ano consecutivo figura entre os melhores dos melhores, onde praticamente só estão atletas provenientes de países com culturas e muitas gerações de surfistas. A procura de seguir as pegadas do Tiago, temos já o Vasco Ribeiro e o Frederico Morais que têm marcado presença constante em algumas das mais importantes finais do Circuito Mundial de Juniores e que são seguramente a prova que o futuro está assegurado.

Acredito que devemos continuar a investir no surf no nosso país pois é das poucas áreas onde Portugal tem claramente uma vantagem comparativa e competitiva. Ondas como as nossas não existem em muitos sítios (no mundo) e não é qualquer engenheiro de outro país que as consegue copiar. Isso tem um valor incalculável do ponto de vista do fomento do turismo em Portugal. Para reforçar esta ideia, os “estádios” de surf já estão construídos e a manutenção embora importante é muito barata. Portugal pode perfeitamente passar a ser os “Alpes do Mar” com a vantagem que a época de surf é maior que a época da Neve e como tal o potencial turístico é muito grande.

Em termos da sua capacidade de gerar emprego, sabemos que o surf tem fomentado o empreendedorismo (muito jovem) seja através da criação de Surfcamps seja pela criação de escolas de surf que, apesar de algumas coisas que ainda têm de melhorar, muito contribuem para o crescimento do surf quer em termos desportivos quer no fomento do seu estilo de vida.

Na minha opinião e olhando para o que vai acontecer no futuro muito próximo, o surf em Portugal está no bom caminho e pode muito bem ser uma pedra importante no desenvolvimento da nossa economia.

Francisco Spínola – Surfista desde 1995

Director de Marketing da Rip Curl Portugal & Project Manager do Rip Curl Pro Portugal presented by MOCHE.

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