Partilhamos consigo um artigo de Tiago Charrua, CEO da Happy Brands e Membro da Direção da APPM.

 

No espaço de semanas, tudo mudou.

Um vírus, que estava longe, aproximou-se a uma velocidade vertiginosa, passou a pandemia, invadiu centenas de países e “fechou o mundo”.

Por cá, declarado o estado de emergência. Escolas, grande parte do comércio e escritórios fecham as portas e fica quase tudo em casa. Uma nova realidade, a que todos tivemos de nos adaptar rapidamente. Independentemente de o quereremos ou não… e é aqui que começa o grande sinal da mudança.

Naturalmente que uns mais que outros, mas existe por norma uma resistência à mudança. Nem sempre é fácil quebrar rotinas ou romper com o que está instituído. A menos que sejamos obrigados a isso. E neste caso, fomos obrigados a mudar muita coisa…

Aos poucos vamos começar a ver a luz ao fundo do túnel. As restrições vão começar a ser levantadas e iremos começar a voltar à vida, mas a uma nova vida.

Dentro de todo o cenário de incerteza que vivemos, onde as perguntas são mais que as respostas, parece, no entanto, haver algo que vai ficando claro: o mundo nunca mais será o mesmo.

Assistimos num curto espaço de tempo a uma aceleração digital brutal. Mesmo aqueles que ainda poderiam estar céticos, viram-se obrigados a aceitar que o e-commerce veio para ficar e que a presença no digital é imperiosa. Muitas das decisões são cada vez mais tomadas em frente a um ecrã e esta tendência de crescimento não irá seguramente desaparecer quando tudo isto passar.

Também o trabalho remoto veio para ficar. Afinal não é assim tão complicado ter as pessoas a trabalhar remotamente e todos perceberam que daí podem advir também uma série de vantagens. Por isso mesmo o trabalho remoto vai começará a ser banalizado.

Tempos difíceis trazem também uma forte componente de solidariedade. Esta não é uma guerra de concorrentes, de países ou política. Esta é uma guerra onde estamos todos juntos e a remar para o mesmo lado. Isso mesmo faz com que marcas, empresas, pessoas sejam mais colaborativos que nunca e trabalhem todos para um mesmo fim. A preocupação em ajudar quem mais precisa é generalizada. Assume também especial destaque a importância de quem, nestas situações, fica na linha da frente, tais como profissionais de saúde, forças de segurança, redes de distribuição, agricultores, profissionais da informação entre outros.

Por último, a crise que estamos a viver irá dar lugar a novos modelos de negócio, a novos produtos, a novas formas de estar. Vão aparecer novas soluções, um outro tipo de consumo e de consumidores.

Tal como a história documenta, depois de qualquer grande revolução, as coisas não voltam a ficar iguais. E este momento não será exceção.

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